Dr. Carlos Augusto Costa Marques

Ansiedade e dor lombar: qual a relação?

Ansiedade e dor lombar: qual a relação?

A dor nas costas é um sintoma muito comum no mundo todo, principalmente nos países industrializados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7 em cada 10 pessoas irão experimentar este desconforto em algum momento da vida. Embora este seja um indício de mais de 50 tipos de doenças, existe uma forte ligação entre a ansiedade e a dor lombar, você sabia?

Entenda melhor a relação entre as doenças, a seguir.

Quais são os sintomas da ansiedade?

A ansiedade enquanto transtorno mental se diferencia de uma simples preocupação no trabalho ou na família. Ela pode durar meses e até anos! Em alguns casos, pode ser difícil manter a rotina de vida normal. Todos esses elementos caracterizam o transtorno de ansiedade. Nesse caso, a maior parte dos pacientes pode sofrer com sensações semelhantes, que incluem:

  • pânico e medo acima do normal;
  • tensão;
  • nervosismo;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • suor aumentado;
  • tremores;
  • dificuldade de concentração;
  • insônia;
  • alterações gastrointestinais, como prisão de ventre ou diarreia;
  • transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
  • comportamento repetitivo;
  • estresse pós-traumático;
  • ataques de pânico, como medo de morrer, tontura, náuseas, etc.

As causas do transtorno de ansiedade são variadas. Portanto, se você identificar qualquer um dos sintomas acima, procure um médico psiquiatra para uma avaliação detalhada. 

Sintomas da dor lombar

A região lombar corresponde à parte inferior das costas, próxima às nádegas. Ela suporta o peso da parte superior do corpo e possibilita os movimentos de flexão e torção dos quadris. Além disso, a lombar estabiliza a coluna vertebral e é composta por nervos responsáveis pela sensibilidade da pelve, pernas e pés. 

Devido à complexidade dessa área, a manifestação de dor é variada. Por exemplo, o incômodo pode ser leve ou tão agudo a ponto de gerar incapacidade laboral. Outras características que podem acompanhar a dor lombar incluem:

  • sensação de ardência na lombar;
  • dor irradiada para as pernas;
  • dormência e formigamento;
  • espasmos ou tensão muscular na lombar, quadril e pélvis;
  • dor que piora ao sentar-se, ou ao ficar de pé;
  • dificuldade para caminhar ou levantar-se.

Além dessas características, a dor lombar pode se manifestar de repente e cessar em poucos dias, ou pode durar meses. No último caso, chamamos de dor crônica. 

Por fim, as causas da dor lombar também são variadas e podem estar relacionadas a dezenas de doenças. Porém, ela também pode estar ligada à ansiedade. Vamos entender quando uma se relaciona com a outra, a seguir.

Quando ansiedade e dor lombar estão relacionadas?

A relação de causa e efeito entre a dor lombar e ansiedade ainda não é totalmente clara, mas já foi observada em diversas pesquisas. Para se ter uma ideia, uma em cada três consultas envolvendo a dor lombar termina sem um diagnóstico específico nos atendimentos da Atenção Primária à Saúde (APS) no país.

Outro dado interessante é que uma em cada seis consultas médicas com o mesmo fim é concluída como Sintoma sem Explicação Médica (SEM). Esses dados foram revelados no artigo Dor lombar e Transtornos Mentais Comuns na Estratégia Saúde da Família: Uma Associação Pouco Reconhecida, publicado pela Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade em 2018.

Conforme a publicação, foram ouvidos 1.857 pacientes com queixas de dores lombares entre 2009 e 2010. O resultado da pesquisa concluiu haver uma forte relação entre queixa de dor lombar (sem diagnóstico médico) com a presença de ansiedade e somatização. Por outro lado, o mesmo estudo não identificou a mesma relação entre a dor e a depressão.

A Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, também dedicou atenção a este tema. O estudo buscou pacientes com queixas de dor lombar em 43 países, incluindo o Brasil. Os pesquisadores observaram que indivíduos com o sintoma agudo na coluna apresentavam duas vezes mais chances de ter alterações mentais, como ansiedade, depressão e psicose. Já os pacientes com dor lombar crônica apresentaram risco três vezes maior para esses distúrbios mentais. 

Mas, por que pacientes com dores nas costas podem apresentar ansiedade, ou vice-versa?

Acredita-se que a dor nas costas pode ser causa ou consequência da ansiedade. Por exemplo, pacientes com transtorno de ansiedade sofrem de tensão muscular, que, por sua vez, pode causar dor nas costas. 

Outro indício seria a mudança de comportamento do indivíduo ansioso, como se manter sentado e com postura desleixada por mais tempo, além de serem fisicamente inativos. Além disso, o transtorno de ansiedade pode gerar hipersensibilidade, responsável pela percepção mais forte de dor. Por outro lado, pacientes com dores crônicas nas costas também podem sofrer de ansiedade devido à dificuldade de locomoção, causada pelo sofrimento físico.

Quer saber mais dor lombar? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Escoliose: quando o colete ortopédico é recomendado?

Escoliose: quando o colete ortopédico é recomendado?

A escoliose é um distúrbio caracterizado pelo desvio da coluna para o lado direito ou esquerdo. Geralmente, a deformidade é percebida na fase de maior crescimento da criança. Com isso, é possível notar uma curvatura anormal da espinha, ou mesmo uma diferença na altura dos ombros.

Outras características da escoliose é o desnível dos quadris, além da sensação de que a cabeça da criança não está no centro do corpo, inclinando para a direita ou para a esquerda. 

Para impedir o aumento do desvio, alguns especialistas em coluna podem achar necessário o uso de coletes ortopédicos especiais para escoliose. Vamos entender mais sobre o uso da órtese, a seguir.

Como é o colete ortopédico para escoliose?

O colete para escoliose é uma espécie de jaqueta rígida adaptável ao corpo do paciente. Ela se ajusta ao tronco até os quadris, mantendo a coluna o mais estável possível. Existem diferentes tipos da órtese, que será escolhida conforme o grau de desvio da coluna vertebral.

É preciso ficar atento, pois o equipamento é utilizado como forma de prevenir o agravamento do estado da coluna e minimizar a necessidade de uma cirurgia de coluna no futuro. Portanto, para que tenha resultado, ela é recomendada para crianças e adolescentes com ossos ainda em desenvolvimento. Portanto, a ferramenta é pouco ou nada eficaz na fase adulta.

Este colete ortopédico funciona da seguinte forma: o ajuste da órtese ao corpo da criança faz uma pressão na coluna para evitar que ela se curve de forma inadequada. Assim, o corpo é “ensinado” a se manter em uma postura mais próxima do normal, gerando impacto na forma como os ossos da região irão se desenvolver. 

Por isso, o método é importante para a saúde óssea da criança ou adolescente, no entanto, o colete não corrige completamente a escoliose. 

Tipos de colete para escoliose

Existem muitos tipos de coletes ortopédicos indicados para escoliose. Um deles é o colete torácico-lombar-sacral, que vai do tórax até as nádegas – tipo mais comum. Outro modelo cobre o pescoço até as nádegas, chamado de órtese cervical-torácica-lombar-sacral. Além da diferença de modelos, existem diferentes indicações relativas ao tempo de uso da vestimenta. Em alguns casos, é necessário utilizar o colete durante todo o dia, enquanto outros são indicados apenas para uso noturno. 

É importante reiterar que o colete para escoliose não corrige totalmente a curvatura anormal da coluna. Além disso, para que os resultados sejam mais eficazes, é importante utilizar a ferramenta corretamente e pelo tempo recomendado pelo médico. Em alguns casos, pode ser necessário permanecer com ele por 24 horas por dia. 

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Síndrome do piriforme: sintomas e causas

Síndrome do piriforme: sintomas e causas

A síndrome do piriforme é uma condição que envolve o músculo de mesmo nome, o músculo piriforme. O distúrbio é caracterizado pela compressão e irritação do nervo ciático, causando importante desconforto e dificuldades para sentar e andar. Em alguns casos, por exemplo, o problema se torna incapacitante. 

Assim, a síndrome causa dores nas nádegas, parte de trás da coxa, pernas e até nos pés. Os sintomas se manifestam principalmente quando o músculo se contrai ou sofre espasmos, alcançando o nervo ciático.

Entenda a síndrome do piriforme

Em primeiro lugar, o piriforme é um músculo localizado na região mais profunda das nádegas. Ele começa no inferior da coluna, se conectando à superfície superior do fêmur. Este músculo possibilita os movimentos de rotação do quadril, pernas e pés.

Em outras palavras, o piriforme é um importante músculo. Sempre que andamos ou giramos o quadril, estamos trabalhando esta musculatura. 

O músculo piriforme fica localizado próximo ao nervo ciático. Por isso, quando ele sofre espasmos ou contrações, ele causa sintomas semelhantes à ciatalgia. 

Sintomas da síndrome do piriforme

Como dito acima, a dor causada pela síndrome do piriforme é muito semelhante à dor ciática. Isso significa que os pacientes podem se queixar de sensibilidade nas nádegas e dores na parte posterior da coxa. Além disso, o desconforto pode se estender para a panturrilha e para os pés. 

Outros sinais do distúrbio incluem:

  • dor ao subir escadas;
  • aumento do desconforto ao sentar-se, correr ou fazer longas caminhadas;
  • dificuldade para movimentar o quadril;
  • dormência ou formigamento nas nádegas, que irradia para a coxa ou perna;
  • dor ao toque nas nádegas;
  • espasmos e tensão do músculo piriforme.

Quais são as principais causas da síndrome?

Ainda não há uma definição sobre as reais causas desta síndrome. No entanto, alguns fatores de risco têm sido associados à doença, como o sedentarismo e o excesso de exercícios físicos. Outras causas relacionadas incluem:

  • lesões esportivas na região das nádegas;
  • atividades repetitivas com as pernas;
  • passar longos períodos sentado;
  • inflamação;
  • torção no quadril;
  • quedas;
  • ferimentos no músculo;
  • formação de cicatriz na região.

O diagnóstico da síndrome do piriforme é feito com base no histórico de saúde do paciente, exames clínicos e de imagem, como tomografia, ressonância, eletromiografia e outros. O tratamento irá respeitar o grau de comprometimento do músculo. Porém, algumas opções terapêuticas incluem alongamentos, exercícios, fisioterapia, além de injeções ou infiltrações no músculo guiadas por imagem.

Por fim, o médico responsável pode sugerir a aplicação de compressas frias para a redução dos sintomas de dor. Em poucos casos a cirurgia é indicada para o tratamento da síndrome. 

Quer saber mais sobre a síndrome do piriforme? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Joanete – Sintomas, causas e tratamento

Joanete – Sintomas, causas e tratamento

Um joanete é uma ruptura óssea que normalmente se projeta para fora, ao lado do dedão do pé.  Embora alguns fatores possam ser controlados, outros não, o que, sem dúvida, tornam uma pessoa mais vulnerável ao desenvolvimento de joanetes. Dessa forma, um médico geralmente pode diagnosticar um joanete simplesmente olhando para o seu pé. Na maioria das vezes, é provável que, os joanetes sejam tratados de forma simples, ou seja, com estratégias de autocuidado. No entanto, a cirurgia pode ser indicada em alguns casos. Portanto, a fim de que, mais pessoas conheçam sobre o assunto, elaborei este artigo com as principais causas, sintomas e tratamento.

Sintomas do joanete

Primordialmente, se ocorrerem os sintomas do joanete, eles geralmente vão se desenvolver com o tempo. Logo, eles aparecerão bem depois da protuberância. Contudo, saiba que os sintomas podem ser:
  • Dor ou sensação de queimação sobre o joanete;
  • Vermelhidão, rigidez e inchaço ao redor da articulação do dedão do pé;
  • Dedos em garra ou calos sob a bola do pé;
  • Deformações ou outras irritações da pele, onde o primeiro e o segundo dedos se sobrepõem.

Causas para o joanete

Embora a causa exata por trás da formação de joanetes não tenha sido completamente esclarecida, os especialistas acreditam que certos tipos de pés tornam uma pessoa mais propensa a desenvolver joanetes, e esses tipos de pés tendem a ocorrer em famílias. Mais especificamente, suspeita-se que uma combinação de um determinado tipo de pé, juntamente a anos de pressão anormal sobre a articulação do dedão do pé é o que geralmente leva à formação de joanetes. A princípio, usar sapatos que apertam os dedos dos pés é uma causa comum. É por isso que as mulheres tendem a desenvolver joanetes mais que os homens, uma vez que, muitos dos sapatos femininos tem bicos mais estreitos. Inegavelmente, salto alto pode piorar as coisas, em virtude de forçar os dedos dos pés, ainda mais na ponta estreita. Além de calçados estreitos e um tipo de pé herdado, outros fatores que podem contribuir para a formação de joanetes incluem:
  • Pés chatos ou arcos baixos;
  • Lesão ou trauma no pé;
  • Artrite inflamatória do pé, como artrite reumatoide;
  • Condições neuromusculares, como paralisia cerebral;
  • Distúrbios genéticos, como síndrome de “Ehlers-Danlos” ou síndrome de Down.

Tratamentos para quem tem joanete

Antes de tudo, saiba que  tratamento de um joanete só é necessário se estiver causando sintomas. Embora existam inúmeras opções de tratamento não cirúrgico disponíveis, se os sintomas do joanete forem graves ou persistentes, a cirurgia para corrigir o desalinhamento pode ser considerada. Logo, você e seu médico irão dedicir.

Medicamentos

Primeiramente, para aliviar a dor de um joanete, seu médico pode recomendar tomar um medicamento anti-inflamatório de venda livre, como Ibuprofeno. Menos comumente, seu médico pode injetar um esteroide (cortisona) na bolsa (o saco que envolve a articulação do dedão do pé) para aliviar a inflamação.

Inserções para calçados

Por exemplo, se você tem um joanete dolorido, pode aliviar um pouco o incomodo, preenchendo o joanete por fora ou forçando os dedos dos pés para uma posição mais natural.

Calçado adequado

Mesmo que os sapatos que você usa tenham saltos baixos e uma área em formato mais quadrado, eles podem não se encaixar corretamente. Muitos problemas nos pés surgem simplesmente por escolher a moda em vez de conforto e apoio.

Fisioterapia

Alguns podólogos encaminham seus pacientes a um fisioterapeuta especializado no tratamento de problemas nos pés. Dessa forma, para aliviar a inflamação e a dor do joanete o profissional, com certeza usará maneiras alternativas a fim de que as dores sejam aliviadas, ou seja, seu fisioterapeuta pode usar a terapia de ultrassom.

Cirurgia

Se a dor do joanete for intensa ou persistente e diminuir suas atividades diárias ou qualidade de vida, é sensato discutir a cirurgia com seu médico. Os objetivos da cirurgia de redução de joanetes são aliviar a dor e a deformidade do joanete. Em síntese, o joanete pode ser incomodo e doloroso, se não tratado. Em contrapartida, ele pode permanecer imperceptível com o tratamento certo. Quer saber mais? Clique no banner!
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Bursite – sintomas, causas e tratamentos

Bursite – sintomas, causas e tratamentos

A bursite é uma inflamação muito comum. Ela atinge tanto esportistas, como jogadores de tênis e corredores profissionais, como trabalhadores manuais. A realização de esforços repetitivos pode afetar as bursas e provocar incômodo. Você sabe o que são as bursas? Sabe como essa inflamação acontece? Então, continue a leitura do artigo para descobrir.

O que é bursite?

O termo designa a presença de um processo inflamatório nas bursas. Os locais mais comuns são: ombros, cotovelos, joelhos e quadril. Em todas as juntas do corpo nós temos os tendões, que são responsáveis por conectar os músculos aos ossos. As bursas existem para  reduzir o atrito que há entre os tendões e os ossos. Existem cerca de 70 bursas espalhadas pelo corpo. No interior da bursa está o líquido sinovial, um lubrificante natural que tem aspecto semelhante ao de um óleo. Quando a bursa inflama, o corpo aumenta a produção desse líquido, mas com aspecto menos viscoso. Nesse processo, a bursa aumenta de volume, o que causa o inchaço e a dor. Se também houver uma inflamação no tendão, pode ocorrer o depósito de cálcio. Esse é o quadro de uma tendinite calcária. Se o depósito for no interior das bursas, pode provocar a limitação de movimentos.

Quais são os sintomas da bursite?

Na maioria dos casos, os sintomas são dor e diminuição da amplitude de movimento das articulações. Outros sinais podem surgir, dependendo do local da inflamação. Quando ocorre no ombro, o paciente sente dor ao afastar o braço da lateral do corpo.Se for no cotovelo, o paciente não sente dor, mas há um inchaço no local. A bursite pode ser aguda ou crônica. O tipo agudo pode durar por horas ou dias e a dor é sentida quando há movimento ou toque na região afetada. Já a bursite crônica pode ter origem na repetição dos casos agudos. Se a bursa inflamada for submetida a um esforço exagerado ou a uma constante tensão, a inflamação pode se agravar, limitar os movimentos e enfraquecer os músculos.

O que pode causar esse problema?

A causa mais comum da inflamação das bursas é a repetição de movimentos com as articulações ou permanecer por longos períodos na mesma posição. Quando falamos em repetição de movimentos, não estamos, necessariamente, falando de movimentos “anormais”. Os movimentos comuns ao nosso cotidiano podem ser suficientes para gerar o desconforto. Veja exemplos:
  • Fazer lançamento de objetos;
  • Levantar algo, repetidamente, sobre a cabeça;
  • Ficar muito tempo ajoelhado ou sentado, principalmente em locais pouco confortáveis;
  • Nadar por longas distâncias.
Em outros casos, a bursite pode surgir em decorrência de outras condições, tais como, traumatismo nas articulações, infecções, artrite e gota.

Como é feito o tratamento da bursite?

O tratamento é baseado em repouso, aplicação de gelo, uso de analgésico e terapia. Essas medidas podem ser suficientes para tratar a inflamação e controlar os sintomas. A terapia inicial indicada é a fisioterapia que ajuda a fortalecer os músculos da região afetada. Ela atua promovendo um alívio da dor e evitando que haja reincidência. Se essas medidas não forem suficientes, podem ser prescritas outras formas de tratamento. No caso de infecções, o paciente precisará fazer uso de antibióticos. As injeções de corticosteroides também podem ser prescritas para reduzir a inflamação. Caso o quadro se agrave, pode ser necessária a punção para retirada do líquido ou, até mesmo, a cirurgia. Quer saber mais? Clique no banner.
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Reumatismo – sintomas, causas e tratamento

Reumatismo – sintomas, causas e tratamento

Mãos inchadas e dores persistentes pelo corpo são alguns dos sintomas que podem indicar a presença de um reumatismo. Apesar desse termo não ser mais utilizado na comunidade médica, ainda faz parte do cotidiano da população. E, por isso, vamos falar sobre doenças reumatológica. Nesse texto, você vai entender um pouco mais sobre essa condição e conhecer os seus sintomas, causas e tratamentos.

O que é reumatismo?

O termo em si não se refere à uma doença específica, mas sim a uma série de doenças de origem não traumática e que produzem sintomas crônicos. É muito comum ouvir as pessoas usando esse nome para definir uma patologia como a artrite reumatóide ou a gota. Porém, esse uso é equivocado. Artrite, artrose, fibromialgia, gota e lúpus são exemplos de doenças reumáticas. Existem várias outras patologias que provocam sintomas que indicam um reumatismo. Não dizemos mais que o paciente tem reumatismo, mas sim que ele porta uma doença reumatológica. Essas doenças acometem, principalmente, as articulações, ossos ou músculos.

Quais são os sintomas?

Apesar dos tipos mais variados e distintos de doenças reumatológicas, os sintomas costumam ser semelhantes entre elas. Os mais comuns são dor e inchaço na articulação, que podem causar ou não a incapacidade funcional. Quando o paciente apresenta a dor articular sem inflamação, está caracterizado o quadro de artralgia. Se, além da dor, houver inchaço, vermelhidão e calor local, o diagnóstico indica uma artrite. Existem diferentes tipos de artrite e, em alguns casos, podem surgir sintomas específicos. A rigidez articular é um sinal de artrite reumatoide, já a dor constante que piora com esforço físico indica uma osteoartrite. A dor extrema no dedão do pé é um sintoma comum da gota.

Quais são as causas?

Como o reumatismo engloba diferentes tipos de patologias, as causas podem ser diversas. Quando é degenerativa, a origem pode ser um desgaste natural provocado pelo envelhecimento ou pelo excesso de esforço físico da articulação. Se houver uma inflamação, pode ser uma doença autoimune e ser causada por uma falha no sistema imunológico. Quando infecciosa, é causada pela ação de bactérias, vírus ou fungos.

Como é o tratamento?

O tratamento das doenças reumatológicas consiste em controlar os sintomas e reduzir a dor sofrida pelo paciente. O seu sucesso depende de um diagnóstico rápido. Além dos medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, a realização de fisioterapia é muito benéfica. Na fisioterapia, o paciente irá aprender exercícios que irão melhorar a flexibilidade das articulações e a sua mobilidade. Manter uma boa alimentação também faz diferença no combate às dores e às inflamações. Por isso, é importante incluir no seu cardápio alimentos cítricos, laticínios, nozes, azeite, maçã, cebola, castanha-do-pará, cogumelo, cenoura e couve. Esses alimentos possuem vitaminas C, D e E, além de substâncias como a quercetina, o selênio e a betacaroteno. Agora você já entendeu que reumatismo não é uma doença e que, inclusive, é um termo que já caiu em desuso. Caso queira tirar mais dúvidas sobre doenças reumatológicas, converse com um médico especialista. Quer saber mais? Clique no banner.
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Dor no joelho – o que pode ser?

Dor no joelho – o que pode ser?

A dor no joelho é um distúrbio muito comum em adolescentes, principalmente nos casos de jovens esportistas. Apesar de desagradável, não necessariamente esse sintoma é um indicativo de algum problema grave. Além disso, existem várias causas que produzem essa sensação. Nesse post, você vai saber os principais problemas que manifestam esse tipo de sinal. 

Artrose

Trata-se de um desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, ligamentos, membrana e líquido sinovial. As áreas mais afetadas são as mãos, os joelhos, as coxofemorais e a coluna. Ainda, as cartilagens articulares funcionam como uma rede de proteção que impede que um osso se choque com o outro. No momento do impacto, as cartilagens são comprimidas e eliminam água do seu interior. Ademais, o sinal mais comum apresentado pelos pacientes é a dor ao tentar realizar movimentos, mas também pode ocorrer inchaço, rigidez dos membros, dor articular, imobilidade, perda de flexibilidade, formigamento e dormência. Além disso, a artrose primária não possui uma causa conhecida, mas pode surgir em razão de uma irregularidade na superfície articular, da obesidade ou pela prática excessiva de esportes de alto rendimento. Já no tipo secundária, as causas mais comuns são traumas, doenças reumatológicas inflamatórias, necrose óssea, doenças congênitas do esqueleto, doenças metabólicas e endócrinas.

Tendinite

Trata-se de uma doença causada pelo excesso de movimentos repetitivos das articulações, provocando a inflamação do tendão nos pulsos, tornozelos, cotovelos, joelhos, pés e ombros. Ainda, a tendinite é dividida em diversos subtipos que variam conforme a região afetada, sendo mais frequente a patelar, área localizada na parte lateral do joelho, sendo a dor  percebida na parte externa da articulação. As causas da tendinite estão associadas aos fatores de risco, sendo eles a falta de alongamento, maus hábitos posturais, excesso de movimentos repetitivos, idade avançada, estresse, prática inadequada de esportes e a presença de doenças autoimunes.

Bursite

Trata-se de uma inflamação das bursas, pequenas bolsas que existem para  reduzir o atrito que há entre os tendões e os ossos. No interior delas está o líquido sinovial, um lubrificante natural que tem aspecto semelhante ao de um óleo.  Na maioria dos casos, os sintomas são dor no joelho e diminuição da amplitude de movimento das articulações. Outros sinais podem surgir, dependendo do local da inflamação.  A causa mais comum da inflamação das bursas é a repetição de movimentos com as articulações ou permanecer por longos períodos em posições que afetam a região.   Em outros casos, a bursite pode surgir em decorrência de outras condições, tais como, traumatismo nas articulações, infecções, artrite e gota.

Condromalácia patelar

Trata-se do amolecimento e da fragmentação de uma cartilagem presente na região côndilo femoral. Essa é uma das principais causas de dor no joelho em mulheres, principalmente naquelas que praticam esportes de impacto repetitivo, como a corrida de rua.

Gota

Trata-se de uma inflamação nas articulações que tem origem no aumento das taxas de ácido úrico no sangue. Os sintomas costumam ser bem variados, pois um paciente pode apresentar crises de artrite ou dor no joelho e outro pode ter alguma alteração nas funções renais.  Ainda, a gota pode ser causada por um erro no metabolismo do paciente, produzindo um excesso de ácido úrico ou pode surgir em função de um defeito na excreção renal de urato. Em alguns casos, surge em consequência de uma leucemia, psoríase ou hiperparatireoidismo.

Cisto de Baker

Trata-se do acúmulo de líquido sinovial atrás do joelho, condição muito comum em pessoas portadoras de artrose. Quando o quadro se agrava, pode haver uma ruptura, provocando dor aguda e perda de mobilidade. Agora você já conhece as principais causas de dor no joelho! Ao perceber os primeiro sintomas, procure um profissional para ser orientado, diagnosticado e tratado. Quer saber mais? Clique no banner e saiba mais sobre ortopedia.
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O que é espondilolistese

O que é espondilolistese

A espondilolistese é uma situação onde uma vértebra se desloca para abaixo de outra vértebra. Ou seja, um dos ossos “escorrega” para baixo do outro. Sendo assim, se essa vértebra se descer demais poderá comprimir algum nervo, o que resulta em muita dor. Essa condição não é muito conhecida por boa parte das pessoas, e pensando nisso, decidi escrever este artigo para esclarecer os principais pontos sobre o assunto, inclusive indicando sintomas para que você possa identificar uma possível ocorrência. Desse modo, a busca por um médico será mais ágil e o problema resolvido mais facilmente. Acompanhe a leitura e não perca nenhum detalhe!

Quais são os tipos de espondilolistese?

São diferentes tipos, por isso, citarei os mais comuns:

Congênita

A espondilolistese congênita é aquela em que o indivíduo possui desde o nascimento. Ou seja, os ossos não se formam corretamente e por isso, as vértebras correm o risco de deslizar.

Istêmica

Já a Istêmica acontece depois que qualquer fratura enfraquece os osso. Assim, fica mais fácil deslizar um por cima do outro. É importante ressaltar que apenas pequenas fraturas já podem ocasionar a espondilolistese. Por isso, é importante conversar com seu médico sobre o assunto se elas ocorrerem.

Degenerativa

Sendo o tipo mais comum, a degenerativa se manifesta com o envelhecimento da pessoa. Dessa forma, as cartilagens perdem água, tendo dificuldade para acompanhar o movimento das vértebras. Logo, o resultado é o deslocar de alguma delas Essa condição é a causa mais comum de dor nas costas dos adolescentes. Esses sintomas tem início enquanto acontecem os “surtos de crescimento”. Já o tipo degenerativo vai ocorrer com maior frequência em pessoas que já passaram dos 40 anos.

Há classificação no tipo de espondilolistese?

Sim. Um radiologista determina o grau de deslizamento quando analisa os raios X da coluna vertebral do paciente. Dessa forma, a condição é classificado de I a IV: Grau I: escorregamento de 1% a 25% Grau II: escorregamento de 26% a 50% Grau III: escorregamento de 51% a 75% Grau IV: escorregamento de 76% a 100% Geralmente, os deslizamentos de Grau I e II não requerem cirurgia e são tratados clinicamente. Deslizamentos de grau III e IV podem exigir cirurgia se estiverem presentes sintomas persistentes e dolorosos.

Quais são os sintomas da espondilolistese?

Muitas pessoas com espondilolistese não apresentam sintomas e nem sabem que têm a doença. Por isso, quando os sintomas se manifestam, a dor lombar é o mais comum. A dor geralmente se espalha pela região lombar e pode parecer uma tensão muscular. A espondilolistese também pode causar espasmos musculares nos músculos isquiotibiais na parte de trás das coxas. Isquiotibiais apertados podem fazer com que a pessoa ande com passos curtos e com os joelhos levemente dobrados. Se a vértebra escorregada estiver pressionando um nervo, a dor pode se espalhar da perna para o pé. O pé também pode formigar ou ficar dormente. Não é possível identificar a espondilolistese espontaneamente, por isso, caso identifique os sintomas mencionados acima, procure seu médico imediatamente, para que ele possa realizar os exames clínicos específicos. Quer saber mais? Clique no banner!
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Dor lombar – o que pode ser?

Dor lombar – o que pode ser?

É comum ouvir as pessoas reclamarem de “dor lombar”. Sentir dor nessa região das costas é uma causa frequente de visitas aos consultórios médicos por aí. A má notícia é que ao longo da vida 7 em cada 10 pessoas terão esse problema, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ou seja, parece não ser tão fácil escapar disso. Sendo a grande maioria das dores nas costas, resultado de lesões e distensões musculares, em consequência de movimentos bruscos, o que se pode imaginar é que todos nós estamos facilmente suscetíveis a essa condição. No entanto, há uma boa notícia. Inegavelmente, o fato de conhecer um pouco mais as causas da dor lombar, com toda certeza atrasará sua ocorrência, bem como, auxiliará na sua busca por tratamento. Sendo assim, este artigo tem como objetivo te ajudar a compreender o que pode desencadear a dor lombar, para que a busca por tratamento se torne mais fácil. Acompanhe os detalhes.

Quais são as causas da dor lombar?

Primeiramente, existe uma gama de possibilidades quando o assunto é dor lombar. Por outro lado, há algumas situações frequentes que são o motivo dessas dores. As chamadas causas comuns. Veja algumas abaixo:

Estiramentos

Atividades em excesso fazem com que os ligamentos das costas se estiquem constantemente. Além disso, se não há devido aquecimento eles podem rasgar, o que provoca a dor lombar, além de frequentes espasmos musculares.

Lesão no disco

A tão conhecida hérnia de disco é outra causa da dor lombar. O avanço da idade é um fator que aumenta a probabilidade de ocorrência. Além das hérnias, os discos localizados na parte de trás das costas podem lesionar e provocar dor intensa na lombar. Sendo assim, é importante ficar atento à qualquer dor nas costas depois de uma torção ou levantamento de peso. Pois, se ela persistir por mais de 3 dias, há sérias chances de ser uma lesão no disco.

Ciática

Outra condição para a dor lombar é a pressão do nervo ciático. Esse nervo está ligado à coluna vertebral, bem como às pernas. Sendo assim, se ocorrer uma hérnia de disco e ela pressionar o nervo ciático, a dor lombar será aguda e parecida com uma ardência ou queimação.

Estenose espinal

A estenose espinhal (ou estreitamento) é uma condição comum que se manifesta quando o pequeno canal medular, que contém as raízes nervosas e a medula espinhal, fica comprimido. Por certo, isso causa um “aperto” da medula espinhal e as raízes nervosas, o que leva a dor lombar e até dormência. Ademais, dores nas pernas e pescoço também podem resultar de uma estenose espinhal.

Curvaturas anormais da coluna

Escoliose e lordose são deformidades na região lombar da coluna vertebral. Embora diagnosticadas, na maioria das vezes na infância, ainda sim podem causar problemas futuros. Em virtude de má postura resultante dessa condição, os músculos ligamentos e vértebras, são facilmente comprimidos. Por consequência, dor intensa na lombar. Em suma, além das causas mais comuns, mencionadas acima, há outros fatores que podem causar a dor lombar. Ao passo que, cada caso é único, de acordo com as particularidades de cada ser humano, é importante conversar com seu médico a respeito das dores que sente, pois, somente ele pode lhe dizer o motivo. Quer saber mais? Clique no banner.
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Dor no ombro – o que pode ser?

Dor no ombro – o que pode ser?

Graças aos ombros, realizamos diversas atividades rotineiras como escovar os dentes, pentear o cabelo e trabalhar. Quando há um incômodo nessa região, nosso cotidiano é afetado. Existem diversas causas para dor no ombro e será sobre elas que vamos falar. Se você apresenta esse sintoma ou se tem o interesse de aprender sobre o assunto, precisa ler esse texto.

5 causas da dor no ombro

1. Artrite

A artrite é a inflamação em uma ou em mais articulações, tais como, ombros, joelhos, tornozelos e pulsos. Essa condição pode ter origem autoimune, metabólica, em consequência de um trauma, um desgaste ou uma infecção. Dependendo do nível da artrite, ela pode provocar uma lesão no tecido que protege a articulação, nos ossos, na cápsula articular ou nos ligamentos. Para evitar isso, ela precisa ser tratada o quanto antes.

2. Bursite

A bursite também é uma inflamação, mas da bursa. A bursa é uma estrutura que se parece com uma almofada e tem a função de proteger os tendões e os músculos dos ossos do ombro durante o movimento. Essa inflamação é mais comum nos ombros, cotovelos e quadril, mas pode afetar  várias articulações. É uma condição frequente em pessoas que precisam realizar esforços repetitivos com o braço. A bursite também pode ter origem em traumas ortopédicos, processos reumatológicos, gota ou uma infecção. Além da dor no cotovelo, o paciente apresenta rigidez, inchaço, calor ou vermelhidão. A dor no ombro, característica da bursite, é sentida na parte superior ou frontal do ombro. Essa sensação é mais aguda quando há um movimento da articulação.

3. Fraturas no ombro

As fraturas no ombro também são causas comuns da dor no ombro e, na maioria dos casos, são fáceis de identificar. As fraturas são causadas por traumas, tais como, quedas de lugares altos ou acidentes de trânsito. Além da dor, as fraturas costumam causar inchaço e manchas roxas na pele. A intensidade da dor irá variar de acordo com o tamanho da fratura.

4. Síndrome do manguito rotador

A síndrome do manguito rotador ocorre quando as estruturas responsáveis pela estabilização dos ombros são lesionadas, provocando dor, fraqueza e dificuldade para levantar o braço. Ela pode ser causada por uma tendinite ou por uma ruptura parcial ou total dos tendões. Outras possíveis causas da síndrome são a formação de um processo inflamatório na região em função de um desgaste, irritação ou por um impacto excessivo na articulação. O manguito rotador é uma parte do ombro que é formada por quatro músculos. Esses músculos desempenham funções importantes, como por exemplo, movimentar e estabilizar o ombro.

5. Capsulite adesiva

Também conhecida como ombro congelado, a capsulite adesiva é a inflamação da cápsula articular. Essa cápsula é uma estrutura composta de colágeno que reveste a articulação, auxiliando na estabilização do ombro. Quando a região inflama, ela incha, fica avermelhada e mais espessa, perdendo sua elasticidade. A evolução dessa condição promove a limitação dos movimentos, o que caracteriza o problema. O sintoma mais característico é a intensa dor que causa no ombro, que pode permanecer por meses ou até por anos. Essa doença ocorre com mais frequência após os 55 anos de idade, sendo mais comum em mulheres do que em homens. Agora, se você sentir dor no ombro já sabe quais são as possíveis causas. Contudo, o diagnóstico preciso só pode ser dado pelo ortopedista. Quer saber mais? Clique no banner.
Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Marketplace