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Ansiedade e dor lombar: qual a relação?

Ansiedade e dor lombar: qual a relação?

A dor nas costas é um sintoma muito comum no mundo todo, principalmente nos países industrializados. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 7 em cada 10 pessoas irão experimentar este desconforto em algum momento da vida. Embora este seja um indício de mais de 50 tipos de doenças, existe uma forte ligação entre a ansiedade e a dor lombar, você sabia?

Entenda melhor a relação entre as doenças, a seguir.

Quais são os sintomas da ansiedade?

A ansiedade enquanto transtorno mental se diferencia de uma simples preocupação no trabalho ou na família. Ela pode durar meses e até anos! Em alguns casos, pode ser difícil manter a rotina de vida normal. Todos esses elementos caracterizam o transtorno de ansiedade. Nesse caso, a maior parte dos pacientes pode sofrer com sensações semelhantes, que incluem:

  • pânico e medo acima do normal;
  • tensão;
  • nervosismo;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • suor aumentado;
  • tremores;
  • dificuldade de concentração;
  • insônia;
  • alterações gastrointestinais, como prisão de ventre ou diarreia;
  • transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
  • comportamento repetitivo;
  • estresse pós-traumático;
  • ataques de pânico, como medo de morrer, tontura, náuseas, etc.

As causas do transtorno de ansiedade são variadas. Portanto, se você identificar qualquer um dos sintomas acima, procure um médico psiquiatra para uma avaliação detalhada. 

Sintomas da dor lombar

A região lombar corresponde à parte inferior das costas, próxima às nádegas. Ela suporta o peso da parte superior do corpo e possibilita os movimentos de flexão e torção dos quadris. Além disso, a lombar estabiliza a coluna vertebral e é composta por nervos responsáveis pela sensibilidade da pelve, pernas e pés. 

Devido à complexidade dessa área, a manifestação de dor é variada. Por exemplo, o incômodo pode ser leve ou tão agudo a ponto de gerar incapacidade laboral. Outras características que podem acompanhar a dor lombar incluem:

  • sensação de ardência na lombar;
  • dor irradiada para as pernas;
  • dormência e formigamento;
  • espasmos ou tensão muscular na lombar, quadril e pélvis;
  • dor que piora ao sentar-se, ou ao ficar de pé;
  • dificuldade para caminhar ou levantar-se.

Além dessas características, a dor lombar pode se manifestar de repente e cessar em poucos dias, ou pode durar meses. No último caso, chamamos de dor crônica. 

Por fim, as causas da dor lombar também são variadas e podem estar relacionadas a dezenas de doenças. Porém, ela também pode estar ligada à ansiedade. Vamos entender quando uma se relaciona com a outra, a seguir.

Quando ansiedade e dor lombar estão relacionadas?

A relação de causa e efeito entre a dor lombar e ansiedade ainda não é totalmente clara, mas já foi observada em diversas pesquisas. Para se ter uma ideia, uma em cada três consultas envolvendo a dor lombar termina sem um diagnóstico específico nos atendimentos da Atenção Primária à Saúde (APS) no país.

Outro dado interessante é que uma em cada seis consultas médicas com o mesmo fim é concluída como Sintoma sem Explicação Médica (SEM). Esses dados foram revelados no artigo Dor lombar e Transtornos Mentais Comuns na Estratégia Saúde da Família: Uma Associação Pouco Reconhecida, publicado pela Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade em 2018.

Conforme a publicação, foram ouvidos 1.857 pacientes com queixas de dores lombares entre 2009 e 2010. O resultado da pesquisa concluiu haver uma forte relação entre queixa de dor lombar (sem diagnóstico médico) com a presença de ansiedade e somatização. Por outro lado, o mesmo estudo não identificou a mesma relação entre a dor e a depressão.

A Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, também dedicou atenção a este tema. O estudo buscou pacientes com queixas de dor lombar em 43 países, incluindo o Brasil. Os pesquisadores observaram que indivíduos com o sintoma agudo na coluna apresentavam duas vezes mais chances de ter alterações mentais, como ansiedade, depressão e psicose. Já os pacientes com dor lombar crônica apresentaram risco três vezes maior para esses distúrbios mentais. 

Mas, por que pacientes com dores nas costas podem apresentar ansiedade, ou vice-versa?

Acredita-se que a dor nas costas pode ser causa ou consequência da ansiedade. Por exemplo, pacientes com transtorno de ansiedade sofrem de tensão muscular, que, por sua vez, pode causar dor nas costas. 

Outro indício seria a mudança de comportamento do indivíduo ansioso, como se manter sentado e com postura desleixada por mais tempo, além de serem fisicamente inativos. Além disso, o transtorno de ansiedade pode gerar hipersensibilidade, responsável pela percepção mais forte de dor. Por outro lado, pacientes com dores crônicas nas costas também podem sofrer de ansiedade devido à dificuldade de locomoção, causada pelo sofrimento físico.

Quer saber mais dor lombar? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Escoliose: quando o colete ortopédico é recomendado?

Escoliose: quando o colete ortopédico é recomendado?

A escoliose é um distúrbio caracterizado pelo desvio da coluna para o lado direito ou esquerdo. Geralmente, a deformidade é percebida na fase de maior crescimento da criança. Com isso, é possível notar uma curvatura anormal da espinha, ou mesmo uma diferença na altura dos ombros.

Outras características da escoliose é o desnível dos quadris, além da sensação de que a cabeça da criança não está no centro do corpo, inclinando para a direita ou para a esquerda. 

Para impedir o aumento do desvio, alguns especialistas em coluna podem achar necessário o uso de coletes ortopédicos especiais para escoliose. Vamos entender mais sobre o uso da órtese, a seguir.

Como é o colete ortopédico para escoliose?

O colete para escoliose é uma espécie de jaqueta rígida adaptável ao corpo do paciente. Ela se ajusta ao tronco até os quadris, mantendo a coluna o mais estável possível. Existem diferentes tipos da órtese, que será escolhida conforme o grau de desvio da coluna vertebral.

É preciso ficar atento, pois o equipamento é utilizado como forma de prevenir o agravamento do estado da coluna e minimizar a necessidade de uma cirurgia de coluna no futuro. Portanto, para que tenha resultado, ela é recomendada para crianças e adolescentes com ossos ainda em desenvolvimento. Portanto, a ferramenta é pouco ou nada eficaz na fase adulta.

Este colete ortopédico funciona da seguinte forma: o ajuste da órtese ao corpo da criança faz uma pressão na coluna para evitar que ela se curve de forma inadequada. Assim, o corpo é “ensinado” a se manter em uma postura mais próxima do normal, gerando impacto na forma como os ossos da região irão se desenvolver. 

Por isso, o método é importante para a saúde óssea da criança ou adolescente, no entanto, o colete não corrige completamente a escoliose. 

Tipos de colete para escoliose

Existem muitos tipos de coletes ortopédicos indicados para escoliose. Um deles é o colete torácico-lombar-sacral, que vai do tórax até as nádegas – tipo mais comum. Outro modelo cobre o pescoço até as nádegas, chamado de órtese cervical-torácica-lombar-sacral. Além da diferença de modelos, existem diferentes indicações relativas ao tempo de uso da vestimenta. Em alguns casos, é necessário utilizar o colete durante todo o dia, enquanto outros são indicados apenas para uso noturno. 

É importante reiterar que o colete para escoliose não corrige totalmente a curvatura anormal da coluna. Além disso, para que os resultados sejam mais eficazes, é importante utilizar a ferramenta corretamente e pelo tempo recomendado pelo médico. Em alguns casos, pode ser necessário permanecer com ele por 24 horas por dia. 

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Síndrome do piriforme: sintomas e causas

Síndrome do piriforme: sintomas e causas

A síndrome do piriforme é uma condição que envolve o músculo de mesmo nome, o músculo piriforme. O distúrbio é caracterizado pela compressão e irritação do nervo ciático, causando importante desconforto e dificuldades para sentar e andar. Em alguns casos, por exemplo, o problema se torna incapacitante. 

Assim, a síndrome causa dores nas nádegas, parte de trás da coxa, pernas e até nos pés. Os sintomas se manifestam principalmente quando o músculo se contrai ou sofre espasmos, alcançando o nervo ciático.

Entenda a síndrome do piriforme

Em primeiro lugar, o piriforme é um músculo localizado na região mais profunda das nádegas. Ele começa no inferior da coluna, se conectando à superfície superior do fêmur. Este músculo possibilita os movimentos de rotação do quadril, pernas e pés.

Em outras palavras, o piriforme é um importante músculo. Sempre que andamos ou giramos o quadril, estamos trabalhando esta musculatura. 

O músculo piriforme fica localizado próximo ao nervo ciático. Por isso, quando ele sofre espasmos ou contrações, ele causa sintomas semelhantes à ciatalgia. 

Sintomas da síndrome do piriforme

Como dito acima, a dor causada pela síndrome do piriforme é muito semelhante à dor ciática. Isso significa que os pacientes podem se queixar de sensibilidade nas nádegas e dores na parte posterior da coxa. Além disso, o desconforto pode se estender para a panturrilha e para os pés. 

Outros sinais do distúrbio incluem:

  • dor ao subir escadas;
  • aumento do desconforto ao sentar-se, correr ou fazer longas caminhadas;
  • dificuldade para movimentar o quadril;
  • dormência ou formigamento nas nádegas, que irradia para a coxa ou perna;
  • dor ao toque nas nádegas;
  • espasmos e tensão do músculo piriforme.

Quais são as principais causas da síndrome?

Ainda não há uma definição sobre as reais causas desta síndrome. No entanto, alguns fatores de risco têm sido associados à doença, como o sedentarismo e o excesso de exercícios físicos. Outras causas relacionadas incluem:

  • lesões esportivas na região das nádegas;
  • atividades repetitivas com as pernas;
  • passar longos períodos sentado;
  • inflamação;
  • torção no quadril;
  • quedas;
  • ferimentos no músculo;
  • formação de cicatriz na região.

O diagnóstico da síndrome do piriforme é feito com base no histórico de saúde do paciente, exames clínicos e de imagem, como tomografia, ressonância, eletromiografia e outros. O tratamento irá respeitar o grau de comprometimento do músculo. Porém, algumas opções terapêuticas incluem alongamentos, exercícios, fisioterapia, além de injeções ou infiltrações no músculo guiadas por imagem.

Por fim, o médico responsável pode sugerir a aplicação de compressas frias para a redução dos sintomas de dor. Em poucos casos a cirurgia é indicada para o tratamento da síndrome. 

Quer saber mais sobre a síndrome do piriforme? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

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Tudo que você precisa saber sobre infiltração no joelho

Tudo que você precisa saber sobre infiltração no joelho

Infiltração no joelho é uma técnica usada para injetar medicamentos em um tecido ou em uma articulação do joelho. Nesse tipo, especificamente, os medicamentos utilizados costumam ser corticoides ou anestésicos. Com o intuito de colocar o medicamento diretamente em contato com a área que necessita de tratamento, esse tipo de procedimento geralmente é muito eficaz em certas doenças articulares. Ademais, é amplamente utilizado na medicina esportiva, já que as lesões e inflamações do joelho são comuns. Portanto, para que mais pessoas conheçam a respeito desse procedimento, elaborei este artigo contando alguns detalhes. Acompanhe!

Porque realizar a infiltração no joelho?

Em primeiro lugar, sei bem que existe um questionamento: “por que e para que esse método é utilizado?” Pois bem, ao longo da vida, o joelho sofre um desgaste natural que, quando acontece de forma exagerada, causa dor e inflamações. Embora medicamentos via oral amenizem a dor, eles nem sempre resolvem de fato o problema. Em contrapartida, a infiltração no joelho é um método eficiente para problemas como, por exemplo a condromalácia patelar, entre outros resultantes de atividades esportivas. Além disso, esse medicamento também é usado em certas doenças inflamatórias, como artrite, uma condição que afeta o menisco ou a cartilagem. Não apenas isso, às vezes, as chamadas injeções de visco-suplementação são feitas no contexto de dor associada a osteoartrite.

Como é feito o procedimento?

A infiltração do joelho pode ser realizada de diferentes maneiras, dependendo da área a ser tratada. No entanto, em todos os casos, é importante desinfetar o local afetado primeiro. Dessa forma, o médico preparará a seringa com o produto, aplicando-o na área desejada. Embora seja um procedimento delicado, ele é rápido e apenas um pouco doloroso. Logo após, um pequeno curativo é colocado no local da injeção e deve ser mantido por algumas horas.

Quais são os resultados do procedimento?

A injeção de corticoesteroides pode acalmar rapidamente a dor devido à inflamação da articulação do joelho. A infiltração não precisará ser realizada com tanta regularidade, já que pequenos cristais contidos no medicamento injetado cuidam mais rapidamente do problema. Eles se dissolvem gradualmente ao longo dos dias após a injeção, o que permite uma ação prolongada. No entanto, se o procedimento não for realizado corretamente, esses cristais podem ser a causa de uma forte dor, por um ou dois dias. Assim sendo, é necessário tomar medicamentos anti-inflamatórios até a infiltração começar a fazer efeito. Por fim, os efeitos dessas injeções são transitórios, ou seja duram algumas semanas.

Há efeitos colaterais?

Embora relativamente raros, existem alguns efeitos colaterais. Eles podem ser:
  • sudorese;
  • queda da pressão arterial;
  • tonturas;
  • palpitações;
  • vermelhidão facial, acompanhada de dor de cabeça e;
  • infecção.
A infecção consiste no efeito colateral mais perigoso ao paciente, em contrapartida é o efeito mais raro de acontecer. Embora os outros efeitos colaterais não sejam perigosos, já que não é algo comum a todos, se algum deles se manifestar procure o seu médico para comunicá-lo. Finalmente, saiba que para um procedimento tranquilo rápido e menos doloroso possível, procure um profissional sério e criterioso, em quem você confie. Assim, você terá a certeza de que, essa parte do corpo que suporta tantas cargas, está sendo bem examinada e cuidada com responsabilidade. Quer saber mais? Clique no banner.
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Dor cervical: conheça as principais causas

Dor cervical: conheça as principais causas

A dor cervical, ou cervicalgia, é uma queixa menos comum nos consultórios de ortopedia, em comparação com a frequência de pacientes que aparecem com dores lombares. De todo modo, esse sintoma tem crescido, devido à adaptação ao chamado “pescoço tecnológico”, um mal que nasceu junto com a epidemia dos smartphones.

A cervicalgia diz respeito à dor no pescoço, causada por diferentes fatores, como o estresse, doenças e acidentes automobilísticos. É sobre isso que iremos falar neste artigo. A seguir, descubra os fatores responsáveis pelas dores no pescoço, que podem ser agudas (passageiras) ou crônicas (persistentes).

Características da dor cervical

Quando falamos em dor cervical, estamos nos referindo à sensação dolorosa e à rigidez no pescoço ou nos ombros. Em alguns quadros, também pode haver dificuldade de movimentação do pescoço para um ou para ambos os lados, devido à tensão muscular. 

Alguns sintomas podem vir acompanhados, como dores de cabeça, espasmos, tontura e cansaço.

Os sintomas podem ser leves ou intensos, gerando dificuldades para a realização das tarefas diárias. A origem desse tipo de distúrbio, em geral, está associado a lesões musculares, nervosas, traumas ou reumatismo.

Entenda mais sobre as causas, a seguir.

Causas da cervicalgia

Quem nunca sofreu com um torcicolo? Este distúrbio muscular é, sem dúvida, a principal causa de dores cervicais. O torcicolo é uma rigidez muscular que pode surgir de repente, ao despertar pela manhã. Suas causas estão ligadas a:

  • estresse ou ansiedade;
  • má postura ao dormir;
  • longos períodos ao volante;
  • muito tempo na frente de um computador.

O torcicolo é um exemplo de dor aguda que dura poucos dias. Seu tratamento consiste no uso de anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares. Veja outras causas prováveis para a dor no pescoço.

Estenose espinhal

A estenose espinhal é uma doença caracterizada pelo estreitamento da coluna vertebral e consequente compressão da medula. Quando a pressão sobre os nenervos é alta, eles podem sofrer alterações. Alguns dos sintomas dessa doença incluem:

  • fraqueza nos membros superiores ou inferiores;
  • dor nas costas ao ficar de pé ou caminhar;
  • alterações de equilíbrio;
  • dormência nas nádegas ou nas pernas.

As causas para a estenose espinhal estão associadas a defeitos congênitos, escoliose, tumores, além de outras doenças preexistentes.

Hérnia de disco cervical

A hérnia também pode se formar em uma vértebra cervical. As vértebras cervicais (existem 7 delas no pescoço) têm a função de proteger a medula. Nos espaços entre esses ossos da coluna cervical, existe o disco vertebral, responsável por absorver o choque e proteger a coluna contra traumas.

Este disco é formado por uma parede fibrosa e rígida que mantém seu centro macio e elástico. Com o tempo, ou como resultado de um trauma, essa parede pode se romper e permitir que a parte interna escape e comprima a medula espinhal ou os nervos ao redor dela. Isso é o que caracteriza uma hérnia de disco.

Geralmente, a formação de uma hérnia é mais comum na coluna lombar. No entanto, quando se forma na região cervical, os sintomas podem incluir:

  • dor no pescoço;
  • dor ou formigamento nos braços;
  • fraqueza nos membros superiores.

Outras causas ligadas à dor cervical

Existem outros distúrbios e doenças ligadas à dor no pescoço, como:

  • osteoporose;
  • traumas e ferimentos;
  • ataque cardíaco;
  • artrite reumatoide;
  • fibromialgia;
  • espondilose;
  • infecções;
  • tumores na coluna cervical;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • sedentarismo;
  • má qualidade do sono.

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Dor glútea: o que pode ser?

Dor glútea: o que pode ser?

Você sente um desconforto ou dor na lateral do quadril, principalmente ao deitar-se sobre ele? A dor glútea, ou dor nas nádegas, pode ser um sinal de tendinite glútea. Vamos entender mais sobre este distúrbio, a seguir.

Características da dor glútea

A principal característica da dor glútea é o desconforto ao deitar-se sobre o lado afetado do quadril. Subir escadas e caminhar por muito tempo também pode ser difícil para quem sofre com o distúrbio. Outras características da dor glútea incluem:

  • dor ao ficar de pé ou sentado por muito tempo;
  • aumento da sensibilidade na lateral do quadril;
  • dor à palpação;
  • dor mais intensa à noite e ao acordar;
  • dificuldade de sentar com as pernas cruzadas;
  • inchaço na lateral do quadril;
  • sensação de calor e vermelhidão;
  • sensação de dor irradiada na parte externa do joelho e nas nádegas;
  • sensação de estalo no quadril ao caminhar;
  • dificuldade para subir e descer escadas.

O que causa a dor glútea?

Existem diferentes causas para a dor na lateral do quadril, mais especificamente nas nádegas, que podem incluir traumas ou quedas. Até mesmo a prática de exercícios físicos em excesso pode gerar alguma sensação desconfortante nos glúteos. 

De toda forma, quando a dor na lateral do quadril é persistente, podemos ter um quadro de tendinite glútea, ou tendinopatia do quadril. O problema diz respeito à uma lesão de um ou de todos os tendões glúteos, gerando dor e disfunção dos músculos para suportar as atividades diárias. 

A tendinopatia glútea também pode estar associada à bursite trocantérica. Para entender melhor o problema, é preciso saber que existem três músculos glúteos que constituem as nádegas: o glúteo máximo, médio e o mínimo. 

Os três se originam no íleo e no sacro e se inserem no fêmur. Sua função é possibilitar o movimento do quadril e sustentar o peso do corpo durante o movimento, como corridas e caminhadas. A tendinopatia glútea pode ser especificamente descrita como tendinopatia do glúteo máximo, do glúteo médio ou tendinopatia do glúteo mínimo.

O problema ocorre como consequência da redução de força desses músculos, gerando dor e instabilidade do quadril.

Fatores de risco para a tendinite glútea

Mulheres no período da menopausa são as mais afetadas pela doença. Jovens praticantes de atividades físicas que geram impacto repetitivo nessas estruturas, como corredores de maratona, também estão mais suscetíveis à tendinopatia. Jovens que fazem muito exercício apenas para peitoral e braços também podem ser comprometidos por fadiga, mesmo não trabalhando essa musculatura.

Outros fatores que favorecem a tendinopatia glútea incluem:

  • alteração no tamanho entre as pernas;
  • prática de dança;
  • quadril largo – mais comum em mulheres;
  • sobrepeso e obesidade;
  • fraqueza muscular nos glúteos;
  • diabetes;
  • distúrbios preexistentes na coluna.

Tratamentos indicados para a dor glútea causada por tendinopatia

O tratamento conservador, neste caso, pode ser eficaz na maior parte dos casos. Ou seja, o médico especialista poderá indicar apenas o repouso, aplicação de compressas frias, além de fisioterapia, academia, treino funcional, dentre outros. 

Se você sofre de dor glútea, não exite em procurar por ajuda médica!

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O que é  síndrome do túnel do carpo?

O que é síndrome do túnel do carpo?

As mulheres são as mais atingidas pela síndrome do túnel do carpo, uma neuropatia que atinge os membros superiores. A doença é caracterizada pela compressão de um importante compartimento do tendão, o túnel do carpo. Com isso, ele contrai o nervo mediano, responsável por suprir determinadas regiões da mão e do braço, gerando desconforto, dormência, formigamento, dor e paralisia.

Entenda mais sobre o distúrbio, a seguir.

Como acontece a síndrome do túnel do carpo?

O túnel do carpo é um canal importante para os movimentos dos dedos das mãos. Por ele, passam quatro tendões flexores, além do tendão flexor longo do polegar e o nervo mediano. 

Quando falamos da síndrome do túnel do carpo, nos referimos à redução do espaço desse canal. Como se pode imaginar, os tendões e o nervo mediano têm suas funções comprometidas, o que gera bastante desconforto e dificuldade laboral ao paciente. 

Além de dois outros nervos, o nervo médio controla os movimentos musculares e permite a sensação de toque da mão.

Sintomas da síndrome do túnel carpal

Os sintomas podem variar conforme o estágio da síndrome. No entanto, na maioria dos casos, os pacientes reclamam de uma sensação de formigamento, dormência e dor leve na mão ou no braço, que piora à noite, chegando a ser insuportável em alguns casos. 

As pessoas afetadas geralmente acordam à noite com os dedos doloridos. De manhã, os dedos estão inchados e rígidos.

Em alguns quadros, pode haver uma perda de força muscular, que limita a funcionalidade do membro afetado. Nos casos mais graves, pode haver a perda dos movimentos de pinça entre o polegar e o dedo indicador. 

A dor, nos estágios iniciais, pode surgir ao se realizar tarefas domésticas ou manuais. Contudo, com o avanço da síndrome, ela se faz presente de forma espontânea. 

Gradativamente, perde-se a percepção dos dedos e, com isso, o paciente pode ter dificuldades em realizar tarefas simples, como abotoar uma camisa. Pegar um objeto pequeno pode se tornar uma verdadeira luta, por exemplo.

Quando o distúrbio já está presente há tempo suficiente, sem o devido tratamento, a consequência mais grave pode ser a perda de função do polegar. Nesse quadro, o paciente não consegue pegar qualquer objeto, como uma garrafa, simplesmente porque o polegar não se abre mais. 

Os primeiros sinais da síndrome são muito negligenciados. Não é comum que se busque por orientação médica ao perceber um formigamento ou dormência na mão ou braço. Porém, quanto mais tempo o nervo fica comprimido, maiores as chances de haver uma complicação neurológica permanente. 

Por isso, ao perceber qualquer sensação de dormência ou formigamento nos dedos (principalmente no polegar, indicador e dedo médio), procure um médico ortopedista com urgência. 

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Tendinite do músculo rombóide: sintomas e tratamentos

Tendinite do músculo rombóide: sintomas e tratamentos

Os músculos romboides estão localizados na parte superior das costas (dorso) e entre as omoplatas. Sua função é possibilitar os movimentos do ombro e dos braços, principalmente para a elevação dos membros superiores acima da cabeça. Os romboides também auxiliam na manutenção da postura correta da coluna. 

Assim, quando ocorre um estiramento do músculo, comum em alguns tipos de esportes, temos uma tendinite romboide. Vamos entender mais sobre esta lesão, a seguir.

Sintomas da tendinite do músculo romboide

Em primeiro lugar, o principal sintoma da tendinite, ou lesão romboide, é a dor na parte superior da coluna. Outros sinais que caracterizam este tipo de lesão são os espasmos e a tensão muscular nas omoplatas, por exemplo.

Quando esse tipo de tendinite evolui para um quadro grave, o paciente pode perceber a presença de hematomas, inchaço ou nódulo na região. Outro sinal do problema é uma dor que piora ao movimento e até mesmo ao respirar. 

Principais causas da tendinite romboide

A causa mais comum da tendinite romboide é o uso excessivo deste músculo, ou movimentos abruptos, como elevar o braço acima da cabeça de forma descuidada.

Carregar objetos com peso excessivo, como bolsas e mochilas, também pode provocar a lesão. Outros fatores ligados ao problema incluem:

  • postura inadequada e frequente;
  • participar de determinados esportes que forçam essa musculatura, como remo, tênis, golfe, vôlei e similares;
  • falta de aquecimento físico antes da prática de esportes;
  • sedentarismo;
  • envelhecimento.

Quais são os tratamentos indicados?

Primeiramente, ao perceber a dor na região do músculo romboide que não cessa, o que se deve fazer é procurar por um médico especialista em coluna. O profissional fará a análise clínica e exames para detectar a real causa do sintoma. 

Assim, com o diagnóstico da tendinite confirmado, o primeiro passo terapêutico é o repouso e uso de compressas de gelo. Medicamentos anti-inflamatórios contribuirão para a melhora da dor e do quadro geral em alguns dias. Lembrando que o uso de medicamentos deve ser feito apenas com a recomendação do seu médico.

Em alguns casos, pode ser necessário seguir com sessões de fisioterapia e massagem terapêutica. Essas técnicas podem reduzir a tensão do músculo lesionado, além de fortalecer a região. 

Por fim, a tendinite no músculo romboide que não recebe tratamento pode evoluir para uma lesão crônica e de tratamento mais complexo. Nos casos mais graves ( que são muito raros), pode haver ainda a ruptura do tendão que compõe essa região, tratável apenas com intervenção cirúrgica. 

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MIHA: conheça este aparelho de estimulação eletromuscular e seus benefícios

MIHA: conheça este aparelho de estimulação eletromuscular e seus benefícios

Você já conhece a estimulação eletromuscular (EMS)? Este é um tipo de recurso utilizado já há alguns anos na fisioterapia. Seu objetivo é ajudar na reabilitação de pacientes com dificuldades musculares ou lesões que dificultam a mobilidade. Devido aos benefícios gerados no fortalecimento e no ganho de massa muscular, esta tecnologia vem sendo aplicada na realização de atividades físicas por meio do aparelho MIHA Bodytec.

Entenda por que essa máquina tem ganhado destaque no cenário fitness e como ela pode ser útil para pacientes com lesões.

O que é a estimulação eletromuscular?

Os aparelhos de estimulação eletromuscular enviam impulsos elétricos sobre a pele, que estimulam os músculos que sofreram lesões. Esses sinais encontram os nervos responsáveis pela percepção de dor, oferecendo alívio para o sintoma. Os eletrodos que transmitem a corrente elétrica também provocam contrações constantes nos músculos, causando a recuperação dessas estruturas e aliviando a dor muscular. 

Por isso, esse tipo de tecnologia é muito importante para a reabilitação de lesões. Para além disso, a estimulação eletromuscular provoca mais um resultado: o fortalecimento dos músculos. Isso acontece devido às repetidas contrações musculares provocadas pela corrente elétrica emitida pelo aparelho.E é aqui que podemos ajudar consideravelmente as pessoas com dores crônicas e com dificuldades para ganhar musculatura .

Benefícios da estimulação eletromuscular

Já citamos dois dos principais benefícios oferecidos pelos aparelhos de estimulação eletromuscular. No entanto, essa tecnologia vai além. Aqueles que sofrem com dores e fraqueza muscular podem obter:

  • redução da dor muscular, como a lombalgia;
  • reeducação muscular;
  • fortalecimento dos músculos;
  • aumento da amplitude de movimentos;
  • aumento da circulação sanguínea;
  • diminuição de espasmos musculares;
  • redução de edemas;
  • diminuição de inflamações, como tendinites e bursites;
  • redução de dores pós-cirúrgicas;
  • melhora da função motora em geral.

Então, como funciona o MIHA bodytec?

O MIHA bodytec é uma aparelho de ponta fabricado na Alemanha. Sua função é estimular ainda mais os músculos durante atividades físicas, otimizando os treinos de atletas profissionais ou amadores. O MIHA eletroestimula os músculos, gerando uma maior contração em comparação ao treino esportivo normal.

Com isso, o resultado das atividades físicas é ainda melhor. Para se ter uma ideia da eficiência do aparelho, com 20 minutos de treinos semanais de força, realizados com o colete MIHA, o usuário obtém excelentes resultados.

O aparelho estimula os principais grupos musculares em um único treino, sem que o paciente tenha que gerar alto impacto nos músculos, ligamentos e articulações. Ou seja, essa é uma tecnologia que contribui e muito para melhorar a performance e a reabilitação.

O colete de estimulação eletromuscular pode trabalhar os seguintes grupos musculares simultaneamente:

  • coxas;
  • glúteos;
  • abdômen;
  • costas;
  • lombar;
  • peitorais;
  • braços.

Lembrando que o MIHA bodytec é um aparelho que deve ser utilizado com a orientação de um educador físico ou de um fisioterapeuta especialista. 

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Dor crônica: conheça as principais causas do distúrbio

Dor crônica: conheça as principais causas do distúrbio

A dor é um mecanismo importantíssimo para a sobrevivência de qualquer ser vivo. Ela é um sinal de que algo não vai bem em nosso corpo e que é preciso assistência médica. Mas, em alguns casos, o organismo prolonga o aviso de anormalidade, gerando uma dor que não cessa, mesmo com tratamento e medicação: a dor crônica. 

Vamos entender melhor sobre o que é e quais são as principais causas deste distúrbio?

O que é dor crônica?

Quando você se fere com um objeto pontiagudo, como uma faca, logo o seu sistema nervoso irá transmitir diversos sinais de atenção para que você preste atenção ao seu corpo lesionado. Essa é a dor aguda. Sem ela, é impossível sobreviver. 

Imagine viver sem dor: você anda descalço e pisa em um pedaço de vidro. Você sangra e continua andando, sem ao menos perceber que pisou em um objeto cortante.

Com isso, você não oferece os cuidados necessários e essenciais para a proteção do corpo, além de permitir que agentes infecciosos tenham contato com a sua pele aberta, entrando pela corrente sanguínea e gerando infecções, dentre outras consequências. Viu como este sinal tão incômodo é, ao mesmo tempo, imprescindível para a manutenção da vida?

No exemplo acima, temos a manifestação da dor aguda. Ela pode durar alguns minutos, horas ou alguns dias, mas desaparece logo que o problema inicial for tratado e curado. Por outro lado, a dor crônica não tem a mesma função.

Ela pode persistir por meses, ou anos! Assim, pacientes com esse distúrbio amargam tentativas frustradas de se livrar do desconforto, que chega até mesmo a alterar o estado mental do doente. De todo modo, este é um distúrbio com prevalência alta no Brasil, como mostra um estudo realizado pela Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). 

A pesquisa da SBED revela que 37% da população brasileira convive com a dor há pelo menos seis meses! Já imaginou conviver com a dor por tanto tempo? 

Veja quais são os principais sintomas e sinais da dor crônica:

  • dor muscular;
  • dor articular;
  • fadiga;
  • insônia;
  • queimação;
  • pontada;
  • ansiedade;
  • irritabilidade;
  • depressão.

Mas, o que causa a dor crônica? Vamos entender os fatores de risco para a enfermidade a seguir.

Causas da dor crônica

As principais causas responsáveis pela manifestação da dor crônica são multifatoriais e, por isso, muitas vezes o diagnóstico do distúrbio pode demandar a análise clínica e exames de diversas especialidades médicas. 

De todo modo, as principais condições responsáveis pela dor crônica podem incluir:

  • doenças autoimunes, como a artrite reumatóide;
  • compressão nervosa, que pode ser causada por uma estenose espinhal;
  • alterações neurológicas, como a fibromialgia, que gera dores difusas pelo corpo;
  • artrite, ou osteoartrite;
  • inflamações intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerosa;
  • câncer em estágio avançado;
  • depressão, responsável por uma alteração no sistema nervoso central;
  • tabagismo – ainda não há uma explicação definitiva, mas há evidências de que os fumantes representam 50% daqueles que buscam por tratamento para dor;
  • obesidade;
  • idade avançada.
  • problemas trabalhistas

O tratamento para a dor crônica abrange métodos da medicina tradicional e alternativa. No primeiro caso, pode-se fazer uso de medicamentos para dor, realizar atividades físicas, além de acompanhamento psicológico com especialistas. Por fim, na medicina alternativa, existem alguns métodos interessantes que também têm ajudado pessoas com esses sintomas, como a terapia com hipnose, a yoga e a meditação. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião de coluna vertebral em Cuiabá!

Posted by Dr. Carlos Augusto Costa Marques in Todos